07/07/09

Sem sentido

Era uma vez um par. Um e Outro que viviam juntos.
Toda vez que Um dizia:
Vem comigo!
O Outro respondia, feliz:
Claro que sim!

E assim o parzinho permaneceu.
Um ia na frente, sempre perguntando:
Vamos nessa direção?
Enquanto o Outro, correndo respondia:
Demorô! Vâmo aí!

Muito tempo se passou e o par, intacto.
Um perguntava seguro:
Vamô caí pa dentro?
Outro sempre junto:
Topo, topo, por quê não?

Um e o Outro pareciam manter uma sincronia imutável.
Um:
Vem!
Outro:
Só se for agora!

Um dia, um olhou para o outro e falou:
Vem cá, comigo!
O Outro respondeu:
Não, hoje eu vou pra lá.

17/06/09

Twittando

Olha só! Eu pensando q o blog era o meio mais moderno q eu participaria, resolvi saber do @viniciusdalvi sobre o tal Twitter. A surpresa foi ter gostado mto da brincadeira, minha visão sobre isso eu posto futuramente, tô em experiência :)

Sempre achei q eu fosse cabeça-dura em relação a coisas novas, um preconceito rididulamente assumido, resolvi enxergar uma nova verdade (agora eu vejo q as aulas de Mídia e Poder do Professor Dimas, mais do que profissionalmente, amplia sua auto avaliação. Posso dizer q tive uma evolução pessoal.

Conhecimento e experiência, nunca é pouco e nunca é muito.

23/05/09

Amor de muito

Sobre dualidade já se discutiu bastante, talvez sobre o amor mais ainda. Mas vc está contente com a sua resposta sobre o que é o amor ou vc realmente prefere mentir que acredita na vaga definição de que o amor transcende as palavras?

Vou recaptular algumas lições que aprendi:
1. Só entendemos algo, de fato, quando conseguimos explicá-lo.
2. Usar sempre uma comunicação 'roots'.
3. Ninguém precisa definir ou entender nada, se não quiser.

Alguns comunicadores hão de convir que é na simplicidade e objetividade que eu publico uma informação, assim, facilmente os receptores absorvem a informação e individualmente, realizam suas conclusões.

A introdução foi longa só pra expor dois conceitos:
1. Querer sempre agradar alguém, mesmo que não se sinta confortável consigo mesmo, ou seja, por alguém, que não vc, em primeiro lugar, é amor?
2. Estar ao lado de alguém, sentido-se extremamente confortável para ser vc mesmo, muitas vezes esquecendo dos limites dessa pessoa, é amor?

Quem vc coloca em primeiro lugar numa relação? vc ou o outro? ou será que o conceito de amor faz parte de um dos modelos da sociedade da perfeição? e se é perfeita, como pode criar padrões humanamente inatingíveis? O amor realmente existe ou é um exercício de apego e materialização das pessoas?

Dica 1: Amor líquido de Zygmunt Bauman é uma visão sobre o amor e seu formato moderno e adaptável.
Dica 2: O amor é feio dos Tribalistas é uma poesia "anti-herói", com conceitos livres.

20/05/09

Deixa o mar te engolir

Já diria Ary Malheiros, amigo e boêmio, não quero ser repetitititivo em falar de extremos e de mediania, mas o assunto 'inferno' rondou esse blog e acabei divagando sobre o assunto.
Inferno, do latim infernum, traz o significado de profundezas ou o mundo inferior. Pras várias religiões é o oposto de céu ou paraíso, o lugar pra onde vão os que não foram bons meninos. Para outras crenças, é isso tudo que estamos vivendo hoje.
Se o seu destino depois da morte for algo que te preocupa, preste atenção, entre o céu e o inferno existe o mar, um mundo desconhecido onde a gente nada e brinca, onde é jogado o esgoto, onde alguns naufragam e outros boiam, ninguém sabe até onde ele vai e nem conhece grande parte dos seres estranhos que fazem parte dele, alguns passam por cima do mar, outros por baixo... enfim, uma boa metáfora para a vida, né!

Como exercício, proponho tentar largar os rótulos 'céu', 'inferno'... e mergulhar! Atentar-se às lições que a vida põe no seu caminho, aprender e ensinar, somar, dividir e multiplicar.

Viva a convergência!

26/04/09

Qual é a de ser 'roots'?

Todos os dias aparecem modernidades...
é tecnologia, é moda, novas regras, novas multas, tendências, blá blá blá.

O esquema é afunilar a informação, quanto mais se sabe sobre determinado assunto, mais aumenta o bonus de status que você carrega e faz você, teoricamente, ser superior à maioria (o que fez eu lembrar de uma informação meio inútil, 'pero no mucho' de que o tempo que uma pessoa perde, julgando você num cruzamento de rua, é cerca de 30 segundos, quer dizer... quer dizer isso mesmo que eu disse, tá claro).

Então funciona assim:
Já somos dividos socialmente por tudo, questão financeira, zona onde mora, zona onde trabalha, maneira de se vestir, lojas que frequenta, programas de tv que assiste, etc. (do francês: outras coisas).
A comunicação é mais uma subdivisão de pessoas, elas podem pertencer à massa (o que dentro do mundo dos comunicólogos é algo ruim e sem valor intelectual) ou então aos esclarecidos (que também possuem suas subsubdivisões abrangendo formadores de opinião, seguidores de tendência e outros novos termos que aparecem diariamente).

Comecei a perceber a questão 'roots' dentro da comunicação, desde a visual estética até a verbal, como um 'falar a mesma língua', isso, analisando o que o Sr. David Hui falou a respeito dos meus posts, que servem mais pra confundir do que pra esclarecer. Logo, não sou 'roots', talvez porque eu não busque muitas respostas, mais perguntas. Mas Silvio Santos é, e é isso que importa.

A de ser 'roots' é falar a mesma língua, criar uma base de conhecimento ou informação que atinja todas as cabeças de um grupo em questão (de acordo com o que está em pauta), querer se fazer entender, sem ruído. Ser 'roots' é não distinguir.

Dica 1: Lapeju é um lugar 'roots' que inspira pensamentos filosofais.
Dica 2: Não confunda com senso comum.

06/04/09

Artistas fazem dinheiro

Tem vento que sopra cor
Sentimento que cria forma
E provoca a transformação

O sol que desperta a vida
Também queima de intensidade
Em um Ponto G ou de equilíbrio

E a chuva que rega a beleza
Faz brotar a delicadeza
Fato versus opinião

Metarmorfose e evolução
Liberdade de expressão
Fim do mundo ou borboleta?

01/04/09

Corda bamba

Em um rolê pela Paulista, prestei atenção em um cara.
Ele era ruivo e alto e o melhor, ele usava fones de ouvido vermelhos e enormes.
Era impossível não olhar. Pensei:

-Nossa, ele deve tá imerso no som, amarradão!

Quando ultrapassei, fiquei pensando naquilo - como julgamos as pessoas o tempo todo e como respondemos aos julgamentos dos outros, também.

Pensei que ele pudesse, sim, preocupar-se em estar com fones da hora, cheio de estilo, moderno e arrojado, ou então, que ele tivesse pego um qualquer numa caixa de velharias. Foi aí que eu percebi que a linha entre ter um estilo impecável ou não ter nenhum, é muito tênue. Há!

E quem se importa?
Eu não.

29/03/09

João e Maria

Nunca foi do meu feitio criticar a mídia em patamar pessoal, e nem é pessoal o motivo desse post. Mas ontem, passeando pelos canais da TV, assisti parte de um programa voltado à galerinha jovem, com quadros relacionados à moda, às novas tendências musicais e tecnológicas, comportamento, opinião e tal. A apresentadora era super moderninha, cabelo colorido, informalidade, segurança e toda uma estética visual incomum. Aparentemente, perfeito, não fosse o total despreparo e limitação intelectual da condutora do programa que, ao comentar sobre a foto de um desfile no Japão, onde a modelo vestia-se como um robô, foi infeliz em dizer que achava legal a idéia robótica mas que não via muito sentido já que o robô estava sem roupas. Vejo certo sentido pra isso, na verdade vejo muitas interpretações, alguém se atreve a comentar?
O mesmo dia, exibia em um programa de entrevista na TV Senado. O convidado da vez era um professor de geografia, que talvez por acaso, era negro e pautava seus estudos sobre a cultura africana e nossas descendências diretamente relacionadas a ela. Além disso, ele visava mudar a base educacional do Brasil, mostrando a beleza cultural e despertando o interesse pelas nossas raízes, que no ensino fundamental é trocada por uma reverência norte-americana, completamente desnecessária.

Lógico, todo mundo pode escolher o que assistir, mas com a nossa educação em não pensar e não questionar, qual dos veículos influencia mais na formação de uma personalidade, a TV ou a escola?

05/11/08

À Paulista

Quanta luz, quantos tons.
É tudo muito reto, as formas tortas e mesmo os sons.

As mesmas formas que se deformam.
Na insinuação da cor se transformam.

Todas tortas destorcem o cenário a toa.
Dispersa na brisa, une na garoa.

Tortices que agregam tortura e prazer.
Num mesmo corpo, no mesmo ser.

Ei Ei Ei nosso forte é a rima!
Haa! Essa é uma poesia sobre a Avenida Paulista, entendam como quiserem, nunca fui poeta :)

29/07/08

Analisando III


O que eu, comunicóloga, comunicadora, publicitária, mídia, amiga, filha, namorada, atriz social, posso fazer por uma sociedade menos autodestrutiva?

Pensar, compreender, publicar.

Ah! Tão fácil! Por que ninguém nunca pensou nisso antes? Chega de enganar os (e)leitores, Mariana!
O Nadismo, é essa a minha resposta. Menos pressa (afinal, você tá com pressa de chegar aonde?) e mais amor (inclui sorrir para o que te faz feliz, mesmo que por segundos). Não custa tentar, né!

E não pense que esse é um post de AUTO-ajuda, ele pode ajudar mais pessoas do que você imagina.